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1848 - O Aprendizado da República

Autor: Maurice Agulhon.

Este livro aborda um período curto e pleno de experiências: o ano de 1848, que se destaca na história francesa por uma nova mudança do regime político. Agulhon analisa os vários elementos que levaram à opção pela República.


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FICHA DO LIVRO

Título: 1848 - O Aprendizado da República
Autor: Maurice Agulhon.

Editora: Paz e Terra
Edição: 1ª
Ano: 1991
Páginas: 252
Formato: 14x21cm
Peso: 350g

Gênero: História Geral

ISBN: 8521905130 



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Filosofia - fundamentos e métodos




 Este livro é para professores formados e em formação, apresenta uma visão do que é educação e educação escolar e discute a possibilidade de um trabalho de iniciação filosófica com crianças e jovens. Indica conteúdos para o ensino.


FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 232
Peso: 394 g
Formato : 16x23cm


Gênero: Filosofia - Educação

ISBN: 9788524908569


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Movimentos Sociais, Trabalho Associado e Educação para além do capital


 Esta coletânea reúne artigos de jovens pesquisadores compromissados com as lutas emancipatórias dos movimentos sociais surgidos na América Latina a partir da década de 1980. O leque é vasto e permite ao leitor e aos próprios movimentos sociais uma atualização do debate contemporâneo: são abordadas as lutas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra do Brasil, as contradições do movimento das Fábricas Recuperadas na Argentina e no Brasil, os avanços e recuos das lutas dos Piqueteiros e dos Catadores e os limites das lutas por habitação popular e pela construção da autogestão na América Latina. Da mesma forma, as conquistas do movimento indígena no Equador, as recentes lutas sociais no Haiti, o Zapatismo no México, os impasses dos conflitos venezuelanos, as estratégias adotadas por centrais sindicais não atreladas ao Estado, dentre outras.

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Peso: 600 g

Gênero
: Ciências Sociais - Serviço Social - Educação

ISBN: 978-85-6442-122-6


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Encarceramento em massa e criminalização da pobreza no Espírito Santo



 Encarceramento em massa e criminalização da pobreza no Espírito Santo, livro de Humberto Ribeiro Jr., mostra a falência da política penitenciária brasileira, focando-a no Estado do Espírito Santo. Local de certa riqueza, por conta da exploração extrativista do petróleo, poucos poderiam imaginar o verdadeiro caos penitenciário desse Estado do Sudeste.

Como presidente do CNPCP — Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária — conheci pessoalmente muitas penitenciárias problemáticas. Urso Branco (Rondônia), Aníbal Bruno (Recife), Presídio Central de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Penitenciária de Pedrinhas (Maranhão) e tantas outras, atormentam os defensores de direitos humanos e as autoridades penitenciárias. Mas nada disso se avizinha ao que acontece(u) no Espírito Santo.

Penitenciárias privadas com estrutura física irrepreensível conviviam com verdadeiras masmorras medievais. O complexo penitenciário de Viana tinha duas penitenciárias privatizadas para 277 presos cada (com 277 internos), convivendo com uma enxovia, chamada de CASCUVI (Casa de Custódia de Viana), que era de fazer inveja a Auschwitz-Birkenau, um dos piores campos de concentração nazista. O calabouço, com mais de 1.200 presos, não tinha luz (salvo a das muralhas) e só tinha fornecimento de água por uma hora por dia. Pessoas com doenças de pele grassavam naquele aljube. Corpos tomados por escabiose, sofrimentos evitáveis com alguns bons banhos, eram encontradiços naquele cárcere fétido e escuro. Pessoas morriam às escâncaras enquanto as penitenciárias privadas não tinham quaisquer excessos de presos, em face das vagas oferecidas, para que não houvesse denúncia dos contratos firmados entre governo e empresas.

O choque causado pelos contrastes descritos, potencializados por centenas de pessoas que viviam em containeres — SIM, CONTAINERES! —  fizeram do Espírito Santo um paradigma contrastante da pós-modernidade e pré-modernidade. Não por outra razão, profissionais calejados com as vicissitudes carcerárias do país, chocaram-se com o quadro relatado à Nação.

Humberto Ribeiro Jr., descreve este quadro com percuciência e firmeza. Dá o adequado enquadramento teórico do fenômeno, mostrando tratar-se de uma prisão da miséria, locais diferentes para recolhimento dos mesmos de sempre.

O paradoxo da pós-modernidade se traduz por uma equação temporal. Enquanto as pessoas livres estão constantemente ocupadas e sem tempo para suas atividades pessoais, vivendo num presente perpétuo, isolados do passado e também do futuro, condenam-se alguns à perda da liberdade, ilhando-os num mundo oposto: redundante e inútil. Estas pessoas são esfaceladas e diluídas num mundo em que nada acontece. Elas não mais controlam o tempo — bem como não são controladas por ele, como os ancestrais do mundo fabril, governadas que eram pelo relógio. Elas só podem matar o tempo, enquanto, ao poucos, o tempo as mata.

Faz muito tempo que o Brasil resolveu substituir o estado de bem-estar por um estado penal. Fez isso como experiência e, não obstante o fracasso dessa política, continuou a fazer o mesmo. O fracasso chegou a ser retumbante. Para a retumbância reiterada, Einstein dá o nome de Insanidade.

O grande mérito deste livro é exatamente o de desnudar, no local em que a contradição mais se aguçou, o horripilante quadro carcerário do próprio Brasil. E mostrar a total insanidade dessa política repressiva.

Sérgio Salomão Shecaira
Professor da USP e Ex-presidente do CNPCP


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FICHA DO LIVRO


Editora
: Cousa
Páginas
: 96
Ano:
2012
Edição:


Gênero
: Direito
 
ISBN
:
978-85-63746-18-4



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Revolução Russa - história, política e literatura






 José Carlos Mariátegui não é apenas o autor de um magistral estudo marxista sobre a realidade peruana; ele é simplesmente um dos grandes pensadores marxistas do século XX. Esta bela coleção de 50 ensaios – em sua grande maioria inéditos no Brasil – sobre a revolução e a cultura russa, organizada por Luiz Bernardo Pericás, é mais uma demonstração da universalidade e originalidade de uma obra cuja projeção internacional se torna cada vez mais evidente à medida que passam os anos. Os textos aqui reunidos – sobre a Revolução Russa e seus protagonistas (Lenin, Trotsky, Lunatcharsky, Larissa Reissner), assim como sobre a literatura russa (Máximo Gorki e Serguei Essenin), sem esquecer o teatro e o cinema – são documentos excepcionais de uma reflexão marxista “hetedoxa”, que se situa no ápice dialético da convergência entre cultura e revolução.  Michael Löwy.


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FICHA DO LIVRO


Editora : Expressão Popular
Páginas
: 304
Ano: 2012
Edição:
Peso355 g


Gênero
: Marxismo - Política - História - América Latina
 
ISBN
: 978-85-7743-199-1



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Cultura política e assistência social

Autora: Heloisa Maria José de Oliveira.

 Uma análise das orientaçõesde gestores estaduais.


 Este livro mostra que a cultura dos gestores da Assistência Social é democrática, no que tange à dinâmica descentralizada e participativa prevista na legislação referente a essa política, mas, ao mesmo tempo, apresenta tendências favoráveis às culturas tecnocrática e clientelista.
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FICHA DO LIVRO


Título: Cultura política e assistência social
Autora: Heloisa Maria José de Oliveira

Editora: Cortez
Páginas: 224
Peso: 340 g
Formato : 16x23cm


Gênero: Serviço Social

ISBN: 9788524909849

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Crise de materialidade no Serviço Social


 Repercussões no mercado profissional.


Nesta obra, a autora busca focalizar a crise da materialidade do Serviço Social vinculada ao setor público estatal, inscrita no interior da crise capitalista brasileira, a partir de meados da década de 80. Crise que se apresenta com uma dupla dimensão: de um lado, a redução da base material do exercício profissional; de outro, uma possível hipertrofia da função sociopolítica da profissão.
FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 200
Peso: 250 g
Formato : 14x21cm

Gênero: Serviço Social

ISBN: 9788524907555


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A Assistência na trajetória das políticas sociais brasileiras

Autores: Maria Carmelita Yazbek, Aldaíza de Oliveira Sposati, Dilséa Adeodata Bonetti e Maria do Carmo Falcão.



Esta obra suscita, de forma renovada, diversas preocupações para todos aqueles que se interessam pelo assunto. São pontos marcantes deste estudo: o exame de várias formulações de política social, a presença da assistência no conjunto de tal política, as singularidades da assistência e do assistencialismo, e ainda suas relações com o Serviço Social.

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FICHA DO LIVRO


Autores: Maria Carmelita Yazbek, Aldaíza de Oliveira Sposati, Dilséa Adeodata Bonetti e Maria do Carmo Falcão

Editora: Cortez
Páginas: 122
Peso: 145 g
Formato
: 14x21cm

Gênero: Serviço Social

ISBN: 9788524900334


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Assessoria, consultoria & Serviço Social




Os textos aqui reunidos são de fundamental importância para todos os que se preocupam em desenvolver seu exercício profissional numa perspectiva crítica compromissada com a construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária e realmente emancipada. A obra, lançada originalmente em 2006, sob outro selo editorial, ocupará, a partir desta 2ª edição, revista e ampliada, lugar de destaque no acervo da Cortez Editora. A inclusão de um novo texto, que analisa o protagonismo do fórum em defesa da saúde pública, enriquece ainda mais o conjunto de aportes trazidos por este livro, no que diz respeito aos dilemas que comparecem na intervenção de assistentes sociais e de profissionais de aeras afins, que buscam imprimir sem eu fazer cotidiano a perpectiva ético política cosntruída ao longo das últimas décadas no Serviço Social. (Elizabete Borgiani).

FICHA DO LIVRO



Editora: Cortez
Páginas: 312
Peso: 560 g
Formato
: 16x23cm
Gênero: Serviço Social

ISBN: 99788524916199


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O negativo do capital

AutorJorge Grespan.


O presente trabalho retorna aos fundamentos da crítica de Marx ao capitalismo reconstituindo-os pelo seu avesso, seu “negativo”. Tal intenção já evidencia a necessidade de discutir a relação conflituosa entre a dialética de Marx e de Hegel, para daí superar – agora no sentido da “Aufhebung” – dilemas tradicionais da teoria das crises, como as falsas alternativas de colapso ou ciclo, determinismo ou mera casualidade. O conceito de crise funciona aqui como um fio condutor, explicitando a cada momento o conceito de capital e a eclosão das suas contradições reais, enriquecendo gradativamente o seu sentido e desnudando os seus fetiches. Pois é só a imersão no negativo que pode revelar o lado apenas formal das imposições do capital, permitindo daí a correta avaliação da sua força e dos meios para enfrentá-la.

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FICHA DO LIVRO


Editora
: Expressão Popular
Páginas
: 256
Ano:
2012
Edição:

Peso350g


Gênero
: Marxismo - Filosofia - Economia
 
ISBN
: 978-85-7743-201-1





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Introdução a Giorgio Agamben



 Uma arqueologia da potência.


Nos últimos anos, o filósofo italiano Giorgio Agamben tem ocupado lugar cada vez mais destacado no panorama do pensamento político contemporâneo, principalmente após a publicação, em 1995, de O poder soberano e a vida nua, primeiro volume da série Homo sacer, no qual retoma – e reformula – a idéia de Hannah Arendt e Michel Foucault acerca da politização moderna da vida biológica, a “biopolítica”.

Para contemplar a obra de um dos mais importantes filósofos da atualidade, o argentino Edgardo Castro traz uma introdução ao pensamento de Agamben, a partir de seus conceitos e métodos de trabalho. Ele mostra como Agamben pensou a problemática da potência – da questão da arte à questão da política – e, ao mesmo tempo, como esses conceitos estruturaram seu pensamento.
 

FICHA DO LIVRO


Editora: Autêntica
Edição:
Ano: 2012
Páginas: 224


Gênero: Filosofia

ISBN: 9788565381314


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O homem sem conteúdo




 O que quer dizer, então, que a arte foi além de si mesma? Significa verdadeiramente que a arte se tornou para nós um passado? Que ela desceu nas trevas de um definitivo crepúsculo? Ou quer dizer, na verdade, que ela, cumprindo o círculo do seu destino metafísico, penetrou novamente na aurora de uma origem na qual não apenas o seu destino, mas o do próprio homem poderia ser posto em questão de modo inicial? 

FICHA DO LIVRO


Editora: Autêntica
Edição:
Ano: 2012
Páginas: 208


Gênero: Filosofia

ISBN: 9788565381321


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Fabricalização da cidade e ideologia da circulação

Autor: Terezinha Ferrari (Org.).


Fabricalização da cidade e ideologia da circulaçãotraz uma reflexão teórica da questão urbana tendo em conta as transformações ocorridas a partir da reestruturação produtiva do capital, que toma lugar a partir dos anos 1980. Em uma vigorosa análise, Terezinha Ferrari busca apreender como a dinâmica de produção e de circulação de mercadorias está diretamente vinculada à organização do espaço-tempo social na cidade.
Na primeira parte, busca-se compreender a lógica da organização da produção de mercadorias e sua relação com o espaço urbano, e como este, além de estar submetido a esta lógica, é também sua parte constitutiva. Deriva-se disso uma dura crítica a setores de esquerda – tanto na teoria quanto na política – que se deixaram influenciar pelo suposto fim da centralidade do trabalho e pelas consequências daí decorrentes. Outro aspecto trabalhado é a forma como a classe dominante organiza políticas sociais ligadas direta ou indiretamente ao Estado – que autora chama de organizações neogovernamentais – que reforcem a expressão ideológica desta nova forma de se organizar a produção. O principal mérito desta análise está em ter presente a categoria da totalidade social como pano de fundo.
Na segunda parte, a autora retoma a reflexão de Karl Marx sobre a produção e a circulação de mercadorias. Além disso, ela também empreende uma detida reflexão sobre o tempo de rotação das mercadorias e sua respectiva valorização, buscando desvendar a sua dinâmica a partir da lógica do just-in-time.
A perspectiva teórica adotada pela autora – marxiana – não se limita à análise da realidade, mas propõe também transformá-la. Neste sentido, são vários os desafios e possibilidades de ação para tal fim. Cabe aqui recuperarmos a formulação do importante dirigente comunista italiano Palmiro Togliatti, de que quem erra na análise erra na ação. Porém uma análise correta não garante a vitória da ação. Assim, Fabricalização da cidade e ideologia da circulação contribui para a correção da análise da realidade social do século XXI e deixa em aberto os desafios para uma prática transformadora efetiva.

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FICHA DO LIVRO

Autor: Terezinha Ferrari (Org.)

Editora
: Expressão Popular
Páginas
: 184
Ano:
2012
Edição:

Peso350g


Gênero
: Marxismo - Ciências Sociais - Serviço Social
 
ISBN
:



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A reflexão marxista sobre os impasses do mundo atual

Autor: Milton Pinheiro (Org.).




A dinâmica e complexidade da luta de classes sempre nos coloca novos desafios políticos. Seja em nosso território brasileiro, e muito mais a nível internacional.
Desde 2008, vivemos uma grave crise econômica mundial, gestada no centro do sistema e estendida a todos os países, que traz consequências políticas e sociais para o conjunto da população, para a classe trabalhadora e para os mais pobres.
As classes dominantes buscam se organizar. Nas outras crises estruturais do capitalismo sempre usaram a destruição do capital instalado e da força de trabalho, para abrir um novo ciclo de acumulação. Agora, apelam para os Estados, para salvá-los; em algumas regiões mais disputadas, seguem usando a força bruta; se utilizam de sua hegemonia nas universidades e na mídia para pregar seu pensamento único e esconder que o “rei está nu!”
Seus porta-vozes de plantão – economistas, sociólogos, cientistas políticos, jornalistas e papagaios em geral, tentam todos os dias, sem sucesso, explicar e prever os desdobramentos desta crise.
Mas o mundo não para, e em diversos países, a classe trabalhadora começa a reagir aos efeitos da crise, veja-se, os casos de Portugal, Espanha e Grécia, e mesmo os protestos juvenis, na Inglaterra, Estados Unidos, e também na periferia do sistema.
A organização e mobilização dos trabalhadores é a única arma no combate à ofensiva do capital. Entretanto, para uma ação efetiva é necessário uma correta compreensão da dinâmica da luta de classes. É nesta perspectiva que o conjunto de ensaios que compõe este livro surge como uma contribuição importante para compreendermos as causas e os possíveis desdobramentos da crise atual do capitalismo.
A reflexão marxista sobre os impasses da atualidade reúne intelectuais marxistas de diversas áreas do conhecimento e aborda um amplo espectro de temas que passam pela questão econômica, social e política que contribuirá para o conjunto das organizações de esquerda compreender a realidade que vivemos para transformá-la.
Um bom estudo para todos/as.

João Pedro Stédile




FICHA DO LIVRO

Autor: Milton Pinheiro (Org.)

Editora
: Expressão Popular
Páginas
: 376
Ano:
2012
Edição:

Peso:
450g


Gênero
: Marxismo - Política - Economia
 
ISBN
:



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O colapso da modernização

Autor: Robert Kurz.
 

  Propõe uma leitura inesperada dos fatos que levaram à derrocada dos países socialistas, fornecendo um novo arsenal de idéias para a compreensão de tão importante fenômeno. Segundo o autor, esse movimento representaria o início da crise do próprio sistema capitalista e não a decadência do socialismo. É o impasse em que o sistema capitalista encontra-se que o autor pretende, de forma arguta, analisar.

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FICHA DO LIVRO
Edição:  5º
Ano: 1996
Página: 248


Gênero: Ciências Sociais - Política

ISBN: 8521900643


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Vivendo no fim dos tempos

Autor: Slavoj Zizek.



 Não deveria haver mais nenhuma dúvida: o capitalismo global está se aproximando rapidamente da sua crise final. Slavoj Žižek identifica neste livro os quatro cavaleiros deste apocalipse: a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matérias-primas, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais. E pergunta: se o fim do capitalismo parece para muitos o fim do mundo, como é possível para a sociedade ocidental enfrentar o fim dos tempos?

O fato é que a verdade dói, e para explicar porque tentamos desesperadamente evitá-la, mesmo que os sinais da “grande desordem sob o céu” sejam abundantes em todos os campos, Žižek recorre a um guia inesperado: o famoso esquema de cinco estágios da perda pessoal catastrófica (doença terminal, desemprego, morte de entes queridos, divórcio, vício em drogas) proposto pela psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross, cuja teoria enfatiza também que esses estágios não aparecem necessariamente nessa ordem nem são todos vividos pelos pacientes.

De acordo com Žižek, podemos distinguir os mesmos cinco padrões no modo como nossa consciência social trata o apocalipse vindouro. “A primeira reação é a negação ideológica de qualquer ‘desordem sob o céu’; a segunda aparece nas explosões de raiva contra as injustiças da nova ordem mundial; seguem-se tentativas de barganhar (‘Se mudarmos aqui e ali, a vida talvez possa continuar como antes...’); quando a barganha fracassa, instalam-se a depressão e o afastamento; finalmente, depois de passar pelo ponto zero, não vemos mais as coisas como ameaças, mas como uma oportunidade de recomeçar. Ou, como Mao Tsé-Tung coloca: ‘Há uma grande desordem sob o céu, a situação é excelente’.”

Os cinco capítulos se referem a essas cinco posturas. O capítulo 1, “Negação”, analisa os modos predominantes de obscurecimento ideológico, desde os últimos campeões de bilheteria de Hollywood até o falso apocaliptismo (o obscurantismo da Nova Era, por exemplo). O capítulo 2, “Raiva”, examina os violentos protestos contra o sistema global, em especial a ascensão do fundamentalismo religioso. O capítulo 3, “Barganha”, trata da crítica da economia política, com um apelo à renovação desse ingrediente fundamental da teoria marxista. O capítulo 4, “Depressão”, descreve o impacto do colapso vindouro, principalmente em seus aspectos menos conhecidos, como o surgimento de novas formas de patologia subjetiva. E, por fim, o capítulo 5, “Aceitação”, distingue os sinais do surgimento da subjetividade emancipatória e procura os germes de uma cultura comunista em suas diversas formas, inclusive nas utopias literárias e outras.

Žižek é otimista quanto ao que pode surgir desse processo de emancipação e apresenta sua obra como parte da luta contra aqueles que estão no poder em geral, contra sua autoridade, contra a ordem global e contra a mistificação ideológica que os sustenta. Para ele, engajar-se nessa luta significa endossar a fórmula de Alain Badiou, para quem mais vale correr o risco e engajar-se num Evento-Verdade, mesmo que essa fidelidade termine em catástrofe, do que vegetar na sobrevivência hedonista-utilitária. Rejeita, assim, a ideologia liberal da vitimação, que leva a política a renunciar a todos os projetos positivos e buscar a opção menos pior.
FICHA DO LIVRO

Título: Vivendo no fim dos tempos
Autor: Slavoj Zizek

Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 368

Peso: 565 g

Gênero: Filosofia - Psicologia
 
ISBN: 978-85-7559-212-0


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A obra de Sartre

Autor: István Mészáros.

Busca da liberdade e desafio da história.


 Publicado originalmente em 1979, o livro A obra de Sartre: busca da liberdade deveria ter tido um segundo volume intitulado O desafio da história, o qual analisaria a concepção sartriana de história. Devido a outros projetos, entre os quais a obra-prima Para além do capital, István Mészáros pôde retomar essa análise somente na presente edição, ampliada e atualizada, que a Boitempo disponibiliza ao leitor de língua portuguesa antes mesmo de seu lançamento em inglês. O livro tem o mérito de situar Jean-Paul Sartre em relação ao pensamento do século XX e abordar sua trajetória em todas as suas manifestações – como romancista, dramaturgo, filósofo e militante político.

Escritor algum foi alvo de tantos ataques, de origens as mais variadas e poderosas, quanto Sartre: “Em 1948, nada menos do que o governo soviético de Stalin assume posição oficial contra o filósofo e, no mesmo ano, um decreto especial do Santo Ofício coloca no Index a totalidade de suas obras”, lembra Mészáros. Quais as razões disso? E como é possível que um indivíduo sozinho, tendo a caneta como única arma, seja tão eficiente como Sartre numa época que tende a tornar o indivíduo completamente impotente? Os escritos do filósofo marxista buscam não apenas as respostas, como também formulam novos questionamentos sobre a vida e a obra de Sartre, elucidando sua contribuição para o mundo.

Quando interrogado recentemente sobre o motivo que o levou a escrever sobre Sartre, Mészáros respondeu: “Sempre senti que os marxistas deviam muito a ele, pois vivemos numa era em que o poder do capital é dominador, uma era em que, significantemente, a ressonante platitude dos políticos é que ’não há alternativa‘. [...] Sartre foi um homem que sempre pregou exatamente o oposto: há uma alternativa, deve haver uma alternativa; como indivíduos, devemos nos rebelar contra esse poder. Os marxistas, de modo geral, não conseguiram dar voz a isso”.


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FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano: 20012
Páginas: 332
Peso: 525 g.

Gênero: Filosofia - Marxismo

ISBN: 978-85-7559-213-7



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Margem Esquerda - nº 18

Autor: Vários.





 A entrevista que abre esta nova edição da Revista Margem Esquerda é do teólogo da libertação e escritor Leonardo Boff, que falou sobre sua trajetória, formação e obra aos sociólogos Emir Sader e Michael Löwy. O “Dossiê”, organizado por Ricardo Antunes, apresenta cenas da condição de precariedade da classe trabalhadora em escala global, com textos de Pietro Basso, Giovanni Alves e Dora Fonseca, Graça Druck e do próprio Ricardo.

Na seção “Artigos”, Marcello Musto discorre sobre a “Introdução” de 1857, a mais importante e célebre seção dos Grundrisse, de Karl Marx. Fabio Querido estabelece afinidades entre as reflexões teóricas e políticas de Rosa Luxemburgo (1871-1919) e Walter Benjamin (1892-1940), enquanto Roberval dos Santos revisa as principais teses de Louis Althusser e discute sua última contribuição intelectual, o materialismo do encontro. Por último, João Leonardo Medeiros e Rômulo André Lima analisam o fenômeno dos reality shows, em particular o Big Brother. O artigo articula o atual desenvolvimento capitalista com as formas e conteúdos assumidos pelas manifestações culturais contemporâneas, entendendo que estas expressam “formas de consciências condizentes e necessárias” à reprodução social.


FICHA DO LIVRO

Autor: Vários

Editora: Boitempo
Ano: 2012
Páginas: 160


ISBN: 1678-7684-18


Sumário

Apresentação
IVANA JINKINGS e FLÁVIO AGUIAR

ENTREVISTA
Leonardo Boff
EMIR SADER e MICHAEL LÖWY


DOSSIÊ: NOVA ERA DE PRECARIZAÇÃO ESTRUTURAL DO TRABALHO?
O walmartismo no trabalho no início do século XXI
PIETRO BASSO

Trabalhadores precários: o exemplo emblemático de Portugal
GIOVANNI ALVES e DORA FONSECA

A metamorfose da precarização social do trabalho no Brasil
GRAÇA DRUCK

A corrosão do trabalho e a precarização estrutural
RICARDO ANTUNES


ARTIGOS
História, produção e método na “Introdução” de 1857
MARCELLO MUSTO

A exumação de Louis Althusser
ROBERVAL DE JESUS LEONE DOS SANTOS

Rememoração revolucionária
FABIO MASCARO QUERIDO

Capital, o Big Brother
JOÃO LEONARDO MEDEIROS E RÔMULO ANDRÉ LIMA

HOMENAGEM
O Ben Bella revolucionário que conheci
GUILLERMO ALMEYRA


RESENHA
Literatura e política
CARLOS EDUARDO J. MACHADO

NOTAS DE LEITURA

O debate sobre Deus: razão, fé e revolução
MOZART SILVANO PEREIRA

Vivendo no fim dos tempos
KIM DORIA

Globalização, dependência e neoliberalismo na América Latina
MATHIAS SEIBEL LUCE


POESIA
Um pinheiro
HEINRICH HEINE



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