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A construção da geografia humana

Autor: Massimo Quaini

Ensaio crítico da história da geografia humana. Massimo Quaini procura interpretar o período moderno da evolução desse ramo da ciência, compreendendo todo o séculoXIX  e as primeiras décadas do século atual, concentrando-se na gradual diferenciação que apresentou até a plena instituição da geografia humana.
  
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FICHA DO LIVRO

Título:  A construção da geografia humana
Autor: Massimo Quaini
Editora: Paz e Terra
Ano
: 1992
Páginas: 158

Gênero: Geografia

ISBN: 852-19-066-09
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Afinidades seletivas


Nos textos escolhidos pelo cientista político e escritor brasileiro Emir Sader para compor este Afinidades seletivas, produzidos no período de pouco mais de uma década, Anderson polemiza com as posições de autores tão distintos como Isaiah Berlin (no artigo “O Pluralismo de Berlin”), John Rawls (“Uma Teoria da Injustiça”), Marshall Berman (“Modernidade e Revolução”) e Isaac Deutscher (“O Legado de Deutscher”).

Além destes, ele também ilumina as teorias de Antonio Gramsci (“As Antinomias de Gramsci”), Michael Mann (“A Sociologia do Poder”) e Roberto Mangabeira Unger (“A Política de Engrandecimento”). Anderson nunca evitou enfrentar intelectuais conservadores e, em “A Direita Intransigente no Fim do Século”, polemiza com Friedrick von Hayek, um dos papas do neoliberalismo.

Um dos pontos altos de Afinidades seletivas é o diálogo crítico estabelecido entre Anderson e Norberto Bobbio, incluindo a instigante troca de correspondência entre eles, o que constitui um pequeno “dossiê Norberto Bobbio” dentro do livro. O primeiro texto, “As Afinidades de Bobbio”, foi escrito em 1988 a partir da constatação de que a obra do filósofo italiano era pouco conhecida no mundo anglo-saxão. Anderson também foi motivado pela tradução para o inglês, em 1987, dos dois principais livros de Bobbio: Que Socialismo? (1976) e O Futuro da Democracia (1983).


FICHA DO LIVRO

Título: Afinidades seletivas
Autor: Perry Anderson

Editora: Boitempo
Ano
: 2002
Páginas: 384

Gênero: História - Política

ISBN: 85-85934-88-3

Sobre o autor: Perry Anderson, nascido em 1938, é um dos mais influentes pensadores socialistas da atualidade, integrante da Nova Esquerda inglesa, no final dos anos 50. Começou a colaborar com a revista New Left Review em 1961, tornando-se seu editor no ano seguinte, cargo que ocupou por duas décadas. A publicação – que rompia com as tradições stalinistas adotadas por grande parte da esquerda na época – não tratava apenas de política, mas editava ensaios sobre cinema, literatura, filosofia e cultura, uma visão pluralista que sempre marcou a carreira de Perry Anderson.

Depois de quase 20 anos afastado, Anderson reassumiu a direção da revista no início de 2000, publicando o editorial "Retomadas", sobre o neoliberalismo e nova correlação de forças no mundo sob a consolidada hegemonia norte-americana.

As principais obras de Anderson são Passages from Antiquity to Feudalism (1974), Lineages of the Absolutist State (1974),Considerations on Western Marxism (1976), Arguments within English Marxism (1980) e Zona de Conflito (1992), que inclui o célebre ensaio "O Fim da História - De Hegel a Fukuyama".

Em recente entrevista ao professor Harry Kreisler, da Universidade de Berkeley, parte da série “Conversas com a História”, Anderson falou sobre sua formação intelectual e se referiu aos dois componentes principais do ambiente intelectual em que foi criado: o cultural e o econômico: “Eu tinha uma preferência pela política num sentido um pouco mais tradicional. Os marxistas não eram tão competentes na discussão da vida política em si, não a cultura, não a economia, mas a história do Estado e a das idéias políticas. Eu sentia que faltava alguma coisa nessas duas áreas. E foi nelas que fundamentalmente eu me concentrei”, disse Anderson.

“Se você me perguntar qual a ênfase da minha obra, eu diria que foram as transformações da autoridade política, de um lado as estruturas de Estado, e uma tentativa de vê-las de uma ampla perspectiva internacional e comparativa. E de outro, quais foram os grandes momentos, aventuras e desventuras dos diferentes corpos de idéias políticas que acompanharam essas transformações históricas”, disse o autor.

Em sua trajetória, Anderson nunca deixou de marcar suas posições frente às questões atuais. Nos movimentos antiglobalização ele vê uma forte reação popular às forças economicamente dominantes neste início de século. “As ações em Seattle, em Praga e em Quebec marcam o provável início de uma tentativa, uma tentativa muito consciente dos jovens, dos sindicalistas e outros, dos cidadãos interessados em muitas partes do mundo, de se reunir para tentar dar um basta às operações incontroladas do capitalismo”, afirma Anderson.



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A Crise Estrutural do Capital


 O colapso do sistema financeiro não é a causa, mas sim a manifestação de um impasse na economia mundial. É desta forma, em oposição às linhas de interpretação hegemônicas, que István Mészáros analisa o atual período histórico em sua nova obra, A crise estrutural do capital. No livro, o filósofo desmonta uma série de ilusões associadas aos acontecimentos recentes e afirma que as raízes da crise, na verdade, encontram-se no atual estágio de desenvolvimento do capitalismo.

Crise dos subprime, crise especulativa, crise bancária, crise financeira – os nomes são muitos para a imensa expansão da aventura especulativa, que abalou o capital financeiro e, naturalmente os ramos produtivos das economias. Em resposta, governos e instituições globais jogam trilhões de dólares no sistema, ao passo que os indicadores econômicos seguem sinalizando o aprofundamento da deterioração na chamada ‘economia real’.

Mészáros argumenta que é inócua a ação de governos e instituições globais que inundam a economia com trilhões e clamam pelo retorno da “confiança”. A partir de uma visão histórica e sistêmica sobre a crise do capital, o autor mostra que esta crise nada tem de nova. Pelo contrário, é endêmica, cumulativa, crônica e permanente; e suas manifestações são o desemprego estrutural, a destruição ambiental e as guerras permanentes.

A crise estrutural do capital retoma, assim, as contundentes críticas propostas por Mészáros, ao passo que muitas de suas perspectivas são confirmadas na trajetória descendente da economia global e pelos excessos no sistema financeiro internacional. O autor reafirma, assim, que vivemos uma crise estrutural cada vez mais profunda, cuja superação está além da quantia de zeros destinadas para tapar o buraco do endividamento global.

Com isso, Mészáros evidencia as falhas em tentativas de cunho socialdemocrata, keynesiano ou desenvolvimentista. Para o autor, a crise em desenvolvimento coloca no horizonte a relevância do marxismo e do desafio coletivo para a construção de uma maneira distinta de produzir e viver.



FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano
: 2009
Páginas: 136
Peso: 230 g

Gênero: Economia - Política

ISBN: 978-85-7559-135-2
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Cinema e história

Autor: Marc Ferro

Neste livro que é uma das obras inaugurais do campo de estudos da inter-relação entre o cinema e a História, Marc Ferro contrapõe os dois discursos de maneira a mostrar não apenas como um interfere no outro, mas também quais são os questionamentos que devem ser feitos a partir dessas interferências. Por meio de filmes como O encouraçado Potemkin, O judeu Süss, A grande ilusão, M., o vampiro de Dusseldorf, O terceiro homem, entre outros, o autor analisa os processos de produção dos filmes e as influências políticas e sociais que eles acarretaram.


FICHA DO LIVRO


Autores: Marc Ferro

Editora: Paz e Terra
Páginas: 264

Gênero: História - Cinema

ISBN:  978-85-77530-28-1



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História e cinema

Autores: Maria Helena Capelato, Marcos Napolitano, Elias Tomé Saliba e Eduardo Morettin (Orgs).

Em pouco mais de cem anos de existência, o cinema produziu – e ainda produz – incontáveis filmes que tomam o passado como inspiração para seus temas e roteiros. Revolução Russa, ascensão do Terceiro Reich, relação entre cinema e Estado, reflexões culturais e sociais como as que ocorrem antes e depois de guerras e golpes de Estado, questões religiosas e impacto da ficção televisiva são apenas alguns exemplos dentre inúmeros temas abordados através da linguagem audiovisual.
Resultado de dois anos de intenso trabalho, História e cinema é uma coletânea de textos de pesquisadores da área de história e de audiovisual, dedicada a examinar as relações entre cinema e história e de pensar o filme como documento de discussão de uma época e seu estatuto como objeto de cultura.
História e cinema tem ainda como objetivo discutir o lugar ocupado pelo cinema – e hoje também pela televisão – não apenas na representação do passado, mas também na própria pesquisa histórica, além de sua importância na veiculação de valores, projetos e ideologias. 



FICHA DO LIVRO



Páginas: 392

Gênero: História - Cinema

ISBN: 978-85-98325-42-2

Sobre os autores:
Maria Helena Capelato, Marcos Napolitano e Elias Tomé Saliba são professores da FFLCH/USP. Eduardo Morettin é professor da ECA/USP.

Mais informações:

Sumário
Apresentação
Parte I - Memória, monumento, historiagrafia
A alegoria langiana e o monumental: a figura de Babel em Metropolis - Ismail Xavier
O cinema como fonte histórica na obra de Marc Ferro - Eduardo Morettin
A escrita fílmica da história e a monumentalização do passado: uma análise comparada de Amistad e Danton - Marcos Napolitano
As imagens canônicas e a História - Elias Thomé Saliba
Ficção televisiva e identidade nacional: o caso da Rede Globo - Mônica Almeida Kornis
Parte II - Documentos em imagens: filmes de arquivo
Trabalhando com cinejornais: relato de uma experiência - José Inácio de Melo Souza
A representação da realidade em filmes de Rogério Sganzerla: onstruindo a História a partir de Orson Welles e de cinejornais - Samuel Paiva
Glauber Rocha: Exílio, Cinema e História do Brasil - Maurício Cardoso

Parte III - Cinema e impasses da revolução
Proibido ultrapassar à esquerda: as Brigadas Vermelhas na visão de Gianni Amelio, Marco Bellocchio e Marco Tullio Giordana - Mariarosaria Fabris
A cena político-cultural cubana dos anos 1970: uma análise histórica do filme A Última Ceia - Mariana Martins Villaça
Entrelaçamentos: Cabra macrado para morrer, de Eduardo Coutinho - Henri Arraes Gervaiseau
O Desafio: filme reflexão no pós-1964 - Mônica Brincalpe Campo

Parte IV - Cinema e representações da guerra
O triunfo do Reich de Mil Anos: cinema e propaganda política na Alemanha nazista - Wagner Pìnheiro Pereira
Do texto à imagem: as faces da violência nas crianças nazistas em Aleluia, Gretchen! - Rosane Kaminski
A guerra do Vietnã segundo John Wayne e Cia.: uma análise do filme Os Boinas Verdes - Júlio César Lobo
Parte V - Políticas culturais cinematográficas
A Igreja Católica e o cinema: Vozes de petrópolis, A Tela e o jornal A União entre 1907 e 1921 - Cláudio Aguiar Almeida
O Cinema e o Etado na terra do sol: a construção de uma política cultural de cinema em tempos de autoritarismo - Wolney Vianna Malafaia
O cineclubismo no Brasil: idéias sobre o projeto civilizador do movimento francês no brasil e na Argentina (1940-1970) - Fátima Sebastiana Gomes Lisboa
O desenvolvimentismo e sua representação cultural em Tire dié - Mônica Cristina de Araújo Lima



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Ensaios sobre consciência e emancipação

Autor: Mauro Luis Iasi.

Os ensaios apresentados neste livro procuram recolocar a questão na perspectiva daqueles que não aceitam os limites da ordem do capital, da mercadoria e do Estado, reafirmando que o movimento da consciência corresponde ao processo de formação de nossa classe, primeiro como classe em si, depois como a possibilidade de se constituir como um sujeito histórico, como classe para si.

Os temas tratados vão desde o estudo do processo de consciência propriamente dito, até temas associados como a questão da ideologia, o conceito de classes sociais, o papel da fé e das motivações ideais nas lutas sociais, até reflexões sobre a metodologia na educação popular. Apesar da diversidade dos temas, eles acabam encontrando um eixo central na reflexão sobre a consciência e a pretensão humana de resgatar o mundo que lhe pertence.


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FICHA DO LIVRO


Título: Ensaios sobre consciência e emancipação
Autor: Mauro Luis Iasi
Editora: Expressão Popular

Páginas: 176

Gênero: Ciências Sociais - Psicologia

ISBN: 978-85-7743-031-4

Sobre o autor: Mauro Iasi é professor universitário, poeta, educador popular e doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor-adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, membro do conselho editorial da Editora Expressão Popular.
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Brasil Delivery


Autor: Leda Paulani

A política econômica conservadora adotada por Luiz Inácio Lula da Silva ao chegar à Presidência é o ponto de partida de Brasil Delivery, novo livro da economista Leda Paulani, publicado pela Boitempo. A primeira reação, não esconde a autora, é de perplexidade – atitude que não foi incomum entre os intelectuais que participaram da construção do Partido dos Trabalhadores. Superado o baque inicial, Leda Paulani se dispõe a entender as razões que levaram a essa guinada conservadora de Lula e as conseqüências da continuidade da política neoliberal.

A autora desenvolve sua argumentação e crítica ao que entende, em linhas gerais, como a transformação do país em uma plataforma de valorização financeira internacional. Para Leda Paulani, o abandono de perspectivas de desenvolvimento e soberania determinou a entrega do Brasil a interesses alheios à maioria da população. É esse o mote do título do livro: um Brasil para entrega, o Brasil Delivery.

Abordagem consistente e aprofundada da política econômica petista, a obra analisa o desenvolvimento do capitalismo brasileiro e da industrialização, além de retomar a história do neoliberalismo enquanto doutrina. Um de seus objetivos é demonstrar que Lula fez uso de um instrumento singular para levar adiante sua política conservadora: a decretação de um estado de emergência econômico.

Os seis artigos que compõem Brasil Delivery resultam de palestras e debates protagonizados pela autora, além de textos publicados em veículos como o periódico acadêmico da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) e a revista alemã Prokla. O livro faz parte da Coleção Estado de Sítio, coordenada por Paulo Arantes, autor da orelha do livro.



FICHA DO LIVRO


Título: Brasil Delivery
Autores: Leda Paulani

Editora: Boitempo
Páginas: 152
Ano: 2008

Gênero: Economia, Política

ISBN: 978-85-7559-102-4

Sobre a autora
Leda Paulani, economista e doutora em Economia pelo IPE-USP, é professora do Departamento de Economia da FEA-USP e da pós-graduação em Economia do IPE-USP. Tem artigos publicados em revistas acadêmicas nacionais e estrangeiras e é membro do conselho editorial de publicações, como a Revista de Economia Política. É autora, entre outras obras, de Modernidade e discurso econômico, lançado pela Boitempo.


Sobre a Coleção Estado de Sítio
Coordenação de Paulo Arantes

Sob a inspiração de Walter Benjamin - "A tradição dos oprimidos nos ensina que o `estado de exceção` em que vivemos é na verdade a regra geral. Precisamos construir um conceito de história que corresponda a essa verdade" -, a coleção trata de temas centrais do nosso tempo: crescente autoritarismo do Estado, terrorismo, fundamentalismo e império, relações da televisão e do cinema com o poder e a guerra e conflitos globais.

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Trabalho e Subjetividade


 O espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório.

 Com olhar crítico sobre as novas tendências no ambiente de trabalho, Giovanni Alves desvenda em seu novo livro um tema crucial na reestruturação produtiva do século XXI: a subjetividade do homem que trabalha. Resultado de um profundo estudo sobre as engrenagens de envolvimento e sujeição do trabalhador no espaço laborativo e os processos de produção, o livro Trabalho e subjetividade revela as influências de uma nova modalidade no mercado: a “empresa enxuta” ou “flexível”.

Em substituição à coisificação típica da produção maquinal do taylorismo-fordismo, que formou a chamada sociedade do automóvel durante o século XX, surge uma nova lógica de controle e organização do trabalho, designada pelo autor como a “captura” da subjetividade. Nesse contexto, Alves aponta um intenso movimento de valores da empresa para a vida social e da vida social para a empresa, um impregnando o outro.

Essa nova planta produtiva, baseada no toyotismo, combina ampliação do maquinário técnico-científico-informacional, intensa exploração do trabalho, aumento da informalidade e perda de direitos, e é capaz de se apropriar ainda mais efetivamente do intelecto do trabalho, utilizando conceitos cada vez mais presentes na realidade do trabalhador. Como aponta Ricardo Antunes, orientador do estudo e coordenador da coleção Mundo do Trabalho, da Boitempo Editorial, “as ‘células produtivas’, o ‘trabalho em equipe’, os círculos de controle de qualidade, as polivalências e as multifuncionalidades, as metas e as competências, os ‘colaboradores’, os ‘consultores’, os ‘parceiros’ são denominações infernais cuja substância se encontra na razão inversa de sua nomenclatura”.

Os estudos de Alves também revelam novos conceitos e críticas relacionados à psicologia das pulsões no trabalho e a um sistema de controle do metabolismo social, que articula em si e para si, de modo contraditório, mente e corpo do homem que trabalha. Muito utilizada por István Mészáros, depois de Marx, a noção de metabolismo social é ponto de partida para Alves organizar, no plano teórico, importantes elementos que explicam as novas conformações da reestruturação produtiva do capital no século XXI. Para isso, sugere algumas categorias novas como sociometabolismo da barbárie, cooperação complexa, Quarta Revolução Tecnológica, valores-fetiche, expectativas e utopias de mercado, inconsciente estendido e compressão psicocorporal, salientando as implicações corporais da desefetivação do trabalho vivo no capitalismo flexível, com a disseminação da doença universal do estresse.


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FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano: 2011
Edição: 1ª Reimpressão
Páginas: 168


ISBN: 978-85-7559-169-7


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O tempo e o Cão

Autores: Maria Rita Kehl.

 A psicanalista e escritora Maria Rita Kehl parte da suposição de que a depressão é um sintoma social contemporâneo para desenvolver os três ensaios que compõem seu novo livro: O tempo e o cão, a atualidade das depressões.

Escrito a partir de experiências e reflexões sobre o contato com pacientes depressivos, o livro aborda um tema que, apesar de muito comentado, é pouco compreendido e menos ainda aceito atualmente.

Para abordá-lo, Maria Rita faz um apanhado do lugar simbólico ocupado melancolia, desde a Antigüidade clássica até meados do século XX, quando Freud trouxe esse significante do campo das representações estéticas para o da clínica psicanalítica. Para ela: “Freud privatizou o conceito de melancolia; seu antigo lugar de sintoma social retornou sob o nome de depressão.”

O livro toca também na relação subjetiva dos depressivos com o tempo, chamado pela autora de temporalidade. Para a construção deste pensamento, são utilizados conceitos dos filósofos Henry Bergson e Walter Benjamin, ambos dedicados à reflexão sobre essa questão.

A clínica das depressões do ponto de vista da psicanálise está presente no terceiro ensaio, a começar pelo estabelecimento das distinções fundamentais entre a depressão e a melancolia. Aqui, a autora busca estabelecer as diferenças entre a posição subjetiva dos depressivos e as circunstâncias que determinam episódios pontuais de depressão nos obsessivos e nos histéricos.




FICHA DO LIVRO

Autores: Maria Rita Kehl

Editora: Boitempo
Ano: 2009
Páginas: 304
Peso: 480 g

Gênero: Psicologia, Saúde,

ISBN: 978-85-7559-133-8
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Banca Livraria Popular no 2º Seminário "O Trabalho no Século XXI"

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Aproveite a Banca Livraria Popular em São José do Rio Preto.

Entre os dias 16 e 18 de março de 2011, estaremos com nossa banquinha no 2ª Seminário "O Trabalho no Século XXI", que ocorrerá na Unesp - campus de São José do Rio Preto.

O seminário procura promover o debate de trabalhos e pesquisas que tenham como temática: Trabalho, Educação e Saúde no Campo. E também fomentar o debate entre a comunidade acadêmica, organismos governamentais e representantes da sociedade civil a respeito das condições de trabalho, educação e saúde no campo.

Já na segunda edição, o 1º seminário “O Trabalho no Século XXI”, que aconteceu entre os dias 16 a 18 de março de 2009, teve por objetivo promover o debate de resultados de pesquisas que tenham como temática o “Trabalho” e fomentar o debate entre a comunidade acadêmica, organismos governamentais e representantes de trabalhadores a respeito das condições de trabalho e da saúde dos trabalhadores. No qual participaram mais de 300 pessoas.

Para mais detalhes acesse o site do evento:
http://www.fabiofernandesvillela.pro.br/eventos/seminario-trabalhador-2011/home

Para quem estiver por São José do Rio Preto é só passar e aproveitar a Banca Livraria Popular que estará na Unesp.

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Marxismo e teoria da literatura

Autor: György Lukács.

São muitos os temas abordados nos ensaios contidos em Marxismo e teoria da literatura. Além de um criterioso exame das ideias estéticas de Engels e de uma abordagem da teoria marxiana da decadência ideológica e de seus reflexos na literatura, Lukács nos apresenta algumas das principais determinações do realismo, que é para ele uma característica essencial de toda grande arte e não apenas um estilo entre outros. Na exata medida em que é um reflexo da realidade objetiva, ainda que obtido por meios diferentes daqueles da ciência, toda arte autêntica possui esta dimensão realista, que faz com que seu receptor tome consciência de sua participação nas experiências do gênero humano. Para Lukács, há assim uma estreita e orgânica relação entre arte e sociedade.

O estudo apaixonado da substância humana do homem faz parte da essência de toda literatura e de toda arte autênticas. Não basta, para que sejam chamadas de humanistas, que estudem apaixonadamente o homem, a verdadeira essência da sua substância humana; é preciso também, ao mesmo tempo, que defendam a integridade do homem contra todas as tendências que a atacam, a envilecem e a adulteram. Como todas essas tendências (e, naturalmente, em primeiro lugar, a opressão e a exploração do homem pelo homem) não assumem em nenhuma sociedade uma forma tão inumana como na sociedade capitalista, todo verdadeiro artista ou escritor é um adversário instintivo destas deformações do princípio humanista, independentemente do grau de consciência que tenham de todo este processo.


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FICHA DO LIVRO


Título: Marxismo e teoria da literatura
Autor: György Lukács

Editora: Expressão Popular

Páginas: 296

Gênero: Marxismo - Crítica Literária - Arte

ISBN: 9788577431670

Sobre o autor: György Lukács nasceu em Budapeste, Hungria, em 1885, e faleceu na mesma cidade, em 1971. Ele foi um dos mais importantes filósofos marxistas do século XX. Desde jovem, o interesse pela estética ocupa um papel central em sua obra. Num primeiro momento, foi influenciado por Kant e, mais tarde, quando escreveu Teoria do romance (1916), por Hegel. Mas a grande virada em seu pensamento ocorre sob a influência da Revolução Bolchevique de 1917, que abriu para grande parcela da humanidade uma perspectiva de transformação da realidade, uma alternativa radical ao sistema capitalista. É então que Lukács adere à teoria social de Marx, uma adesão que tem também uma dimensão claramente política: em 1918, ele ingressa no Partido Comunista Húngaro, no qual permanecerá até o fim de sua longa vida.
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Marx: intérprete da contemporaneidade

Autores: Milton Pinheiro, Muniz Ferreira, Ricardo Moreno (Orgs.)

Karl Marx é hoje considerado por muitos como o pensador e o homem de ação que mais influenciou as ciências humanas e as lutas sociais, da comuna de Paris aos nossos dias. Essa força motriz, que é o pensamento marxista, tem tido em vários campos do conhecimento uma repercussão renovadora que inspira sempre o gênero humano na sua constante caminhada no sentido da sua emancipação.

O livro é resultado do Seminário "Marx: intérprete da contemporaneidade" ocorrido em 2006 no Campus II da Universidade do Estado da Bahia. O livro tem textos de Milton Pinheiro, Sérgio Lessa, Antonio Carlos Mazzeo,Mauro Castelo Branco de Moura, Carlos Zacarias F. de Sena Júnior, Muniz Ferreira, Ricardo Moreno, Eurelino Coelho e Milton B. de Almeida Filho.

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FICHA DO LIVRO


Título: Marx: intérprete da contemporaneidade
Autores: Milton Pinheiro, Muniz Ferreira, Ricardo Moreno (Orgs.)

Editora
: Quarteto
Ano: 2009
Páginas: 232

Gênero: Marxismo - Filosofia - Política
ISBN: 978-85-87243-93-5
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Revista História e Luta de Classes - Estado e Poder - ano 5, ed. n. 7


Autores: Varios

"A temática do dossiê aqui apresentado - Estado e Poder -, é certamente oportuna e se relaciona de forma direta com os impasses do presente. A reflexão e compreensão em torno das formas intervenção do Estado (seja através da produção do consenso, seja através da repressão aberta), dos projetos hegemônicos e dos embates produzidos na luta de classes, nos diferentes contextos históricos do Brasil republicano, mantêm-se como desafio inadiável para as forças sociais do mundo do trabalho. É importante destacar que a dominação burguesa no Brasil jamais abdicou de forte componente coercitivo - como destacam diversos artigos deste dossiê -, mas ao mesmo tempo sustenta-se também na organização classista dos setores dominantes, nas elaborações de seus intelectuais orgânicos, na construção de instrumentos de intervenção política e disseminação ideológica, na construção de consenso em torno de seu projeto." [Trecho retirado da apresentação da revista].

FICHA DO LIVRO

Autores: Varios


Páginas:89

Gênero: História - Política

ISSN: 1808-09X


Sumário:


- Estado e Educação Rural no Brasil: Política Pública e Hegemonia Norte-Americana - Sonia Regina de Mendonça
- Relações entre Estado e Iniciativa Privada no Século XIX: Estudo de caso da Companhia União e Indústria - Luís Eduardo de Oliveira; Fernando Gaudereto Lamas
- Contra o empoderamento da Aliança Nacional Libertadora, o reforço do poder de Estado com a Lei de Segurança Nacional - Diorge Alceno Konrad
- "Segurança para o Trabalho e as Realizações de Interesse Geral": A busca do apoio político para o Estado Novo no Rio Grande do Sul - Glaucia Vieira Ramos Konrad
- La lectura de Marx en clave clasista: el Si.tra.p. como órgano de expresión del Sindicato de Trabajadores de Perkins, 1973-1975 - una breve comparación com el Obrerismo Italiano de Quaderni Rossi y Classe Operaia- Carlos Mignon
- Notas sobre o Estado no pensamento político de Ruy Mauro Marini - José Carlos Mendonça
- O quadro da subversão no Brasil nos "Anos de Chumbo": A visão dos órgão de segurança e informações - Dulce Portilho Maciel
- Terrorismo de Estado e Operação Condor no Brasil: 30 anos do sequestro político internacional dos uruguaios em Porto Alegre - Ramiro José dos Reis
- 1986 - A repressão fordista no ABC Paulista - Michel Willian Zinermann de Almeida
- Estado, Poder e Movimento Sindical na América Latina: o diálogo necessário com as teorias de Trotski - Gilson Dantas
- O poder gerencial no capitalismo contemporâneo: nova classe ou novas relações entre as classes? - Erika Batista
- Estado Democrático e social de direito, mistica e modo de produção capitalista: uma leitura que refuta o rótulo economicista - Hélio de Souza Rodrigues Júnior

Resenhas
- O Itamaraty e o Golpe de Estado no Chile - Waldir José Rampinelli
- 1848: o ano do Mouro - Antônio de Pádua Bosi; Edmundo Fernandes Dias
- A leitura genética dos Cadernos de Gramsci - Demian Melo



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A Ideologia Alemã



 Chega às livrarias a aguardada edição integral de A ideologia alemã, de Karl Marx e Friedrich Engels. Traduzida diretamente do alemão para o português por Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano Martorano, com texto final de Rubens Enderle, a edição da Boitempo tem introdução escrita por Emir Sader e supervisão editorial de Leandro Konder, um dos maiores estudiosos do marxismo no Brasil. Além disso, será a versão mais fiel aos originais deixados pelos autores, pois a primeira no mundo traduzida a partir da inovadora Mega-2.

Essa nova edição cuidadosa, que se tornará referência para todos os interessados nos escritos de Marx e Engels, foi feita dentro da tradição de rigor com os livros desses autores estabelecida pela Boitempo. A editora já lançou cinco das obras dos dois filósofos, todas traduzidas do original e sob a supervisão de reconhecidos especialistas.

A ideologia alemã é considerada por muitos estudiosos a obra de filosofia mais importante de Marx e Engels. Escrita entre os anos 1845-1846, representa a primeira exposição estruturada da concepção materialista da história e é o texto central dos autores acerca da religião. Nela eles concluem um acerto de contas com a filosofia de seu tempo – tanto com a obra de Hegel como com os chamados “hegelianos de esquerda”, entre os quais Ludwig Feuerbach. Esse ajuste passou antes pelos Manuscritos econômico-filosóficos, por A sagrada família, por A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, para alcançar em A Ideologia alemã sua primeira formulação articulada como método próprio de análise.

A crítica – quase toda em tom sarcástico – dos dois filósofos ridiculariza o idealismo alemão e articula as categorias essenciais da dialética marxista (como trabalho, modo de produção, forças produtivas, alienação, consciência), constituindo assim um novo corpo teórico. A tradução dos capítulos I e II, respectivamente dedicados à polêmica com Feuerbach e Bruno Bauer, baseia-se na edição da Mega-2 (Marx-Engels Gesamtausgabe), texto que foi antecipado no Marx-Engels Jahrbuch. Nessa nova edição, os manuscritos de Marx e Engels aparecem em sete seções, ordenadas cronologicamente, e são reproduzidos tal como foram deixados pelos autores. A nova organização do volume revoluciona a forma como até então A ideologia alemã foi lida e interpretada, principalmente no que diz respeito a seu primeiro capítulo, que Marx e Engels deixaram inacabado.

Fora da Alemanha, é a primeira vez que as sete partes do manuscrito de Marx e Engels sobre Feuerbach são apresentadas ao leitor como textos independentes, em sua fragmentação originária, sem sofrer as montagens mais ou menos arbitrárias que os diversos editores (desde a edição de Riazanov, em 1926) imputaram à obra.

Esse tratamento editorial esmerado levou à descoberta de que Marx e Engels, até o fim de 1845, não haviam concebido o plano de escrever A ideologia alemã, pelo menos não com esse título. Foi a partir de um artigo de Marx intitulado “Contra Bruno Bauer” que, em novembro de 1845, nasceram os manuscritos que, meses mais tarde, dariam corpo ao projeto inacabado de A ideologia alemã. Esse artigo, inédito no Brasil, compõe a nova edição da Boitempo Editorial, assim como uma série de anexos (apêndice, índices, cronologia, notas filológicas) preparados especialmente para esta publicação e atualizados com base nos mais recentes estudos sobre essa fundamental obra.




FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Ano
: 2007
Páginas: 616
Peso: 950 g


ISBN: 978-85-7559-073-7


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Freud e os não-europeus

Autor: Edward W. Said

“Muito distante do espírito dos apontamentos deliberadamente provocativos de Freud, de que o fundador do judaísmo era um não-judeu e que o judaísmo começou nos domínios do monoteísmo egípcio e não-judeu, a legislação israelense combate, reprime e até cancela a cuidadosamente mantida abertura de Freud, da identidade judaica em relação ao seu passado não-judeu.”
Edward W. Said

Último livro de Edward W. Said, intelectual palestino e um dos maiores militantes pela paz na região, Freud e os não-europeus parte de uma suposição feita no texto “Moisés e o Monoteísmo”, do pai da psicanálise, Sigmund Freud - ele próprio de origem judia e ateu -, de que Moisés não era judeu, mas sim egípcio.

A partir de Freud, Said discute a construção da identidade judaica, suas relações com a concepção de que grupos são ou não são "europeus", e a dinâmica da identidade étnica e religiosa em momentos diferentes da história. Na Viena onde viveu Freud, de forte sentimento anti-semita, durante a Segunda Guerra Mundial, particularmente no Holocausto e atualmente, dentro do conflito palestino-israelense.

Utilizando uma impressionante gama de materiais da literatura, da arqueologia e da teoria social, o ensaio de Said constitui uma exploração das implicações desta obra de Freud para a política do Oriente Médio de hoje. Said analisa temas como o uso da arqueologia para validar a ocupação da terra e os direitos nacionais dos dois lados do conflito, e a adoção de Israel como um estado “ocidental” após 1948, naquilo que, segundo Said, “mais pareceu uma paródia das divisões (raciais) tão assassinas de antes”, em oposição e em um papel de controle perante os estados e povos “não-europeus”, árabes, da região.

A esta visão, que coloca os dois povos como se fossem destinados ao conflito eterno entre si, Said expõem as idéias de Freud sobre uma identidade judaica mais aberta, menos absoluta, que seria negada pela política oficial do estado israelense. Desta nova origem levantada por Freud, pergunta-se o autor, “pode algum dia se tornar a fundação não-tão-precária, na terra de judeus e palestinos, de um Estado bi-nacional no qual Israel e Palestina sejam partes e não antagonistas da história e da realidade subjacente um do outro?”

Nascido de uma conferência proferida por Said no Museu Freud, em Londres, em dezembro de 2001, Freud e os não-europeus traz ainda uma resposta a Said da professora inglesa Jacqueline Rose, da Universidade de Londres, e uma introdução escrita pelo psicanalista Joel Birman, professor do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Acesse: http://pueblolivraria.com.br


FICHA DO LIVRO


Editora: Boitempo
Páginas: 112
Gênero: Psicologia

ISBN: 85-7559-048-0

Sobre a autora: Edward Said, palestino nascido em Jerusalém em 1935, é um dos principais intelectuais contemporâneos. Exilado em Nova York, foi professor de literatura comparada na Universidade de Colúmbia e crítico musical da revista The Nation.
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